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2011/02/24

Happiness


Eu sou tão feliz, que até tenho medo de escrever sobre isto e de me rogarem uma praga tão grande...mas tão grande que me caiam os dentes todos.
Sim eu acredito em pragas e energias negativas, e há muita gente que não se sente confortável com a felicidade dos outros.
Eu tenho saúde, tenho o dinheiro que chega para as minhas coisas, tenho trabalho e tenho um amor de dez anos, que a cada ano, a cada mês e a cada dia se torna mais forte.
Há vidas lixadas, por enquanto a minha não é uma delas...
Faltam-me coisas? Claro que faltam...podemos sempre ter mais e ambiciono mais, mas não me considero infeliz por isso.
Já vivi momentos infelizes e fases em que não tinha nada do que tenho agora e se nessa altura me queixei, agora só posso agradecer!

2010/09/24

Obrigado Amiga

"Em Fevereiro de 2009 saí do local onde vivi sete anos. Saí do centro de Lisboa para ir viver para a Q. Lambert. Não desgostei, aliás passei a gostar muito. Lá reencontrei a S. a minha amiga de infância mais antiga e a Jo. A Jo recebeu-me lá em casa de forma tímida. E aos poucos começamos a aproximarmos-nos no cozinha. A S. estava com o namorado (já são noivos?) e a Jo estava sozinha durante a semana. Os cigarros eram fumados na cozinha e foi lá que eu e a Jo começamos a nossa amizade. Depois a conversa foi surgindo e começamos a jantar juntas. Criaram-se hábitos contigo, minha amiga. A nossa amizade cresceu e tornamos-nos confidentes. Como vários vezes comentamos, tínhamos a relação perfeita durante a semana. Tu cozinhavas quase sempre, eu lavava a loiça. Brigavas comigo se fumava demasiado e cedeste-me o teu sofá. A tua mestria com o controle, tornou-me mais organizada mesmo assim continuei a falhar nas limpezas doméstica. E a paciência que sempre tiveste comigo? Eu ouvia-te mesmo quando a minha cabeça estava noutro sítio qualquer. Se estávamos tristes, percebíamos e nem era preciso dizer nada. De vez em quando, trocávamos abraços e obrigaste-me várias noites a ver telenovelas. Não me vou esquecer de todos os nossos hábitos. Muito menos de ti. Das nossas conversas tardias em que eu bebia não sei quantas garrafas pequeninas de rosé e tu bebias uma cerveja só para me acompanhares. Das nossas filosofias e das coisas que aprendemos juntas.

Passados dois anos as coisas deram uma volta de 180 graus. A ideia era morarmos juntas mais alguns anos, lembras-te? De repente, temos de sair daquela casa e tu voltas para Santárem. Sábado despedimos-nos com um até já. E agora ando pela casa e por vezes, acontece-me passar à frente do teu quarto e olhar como se estivesse à tua procura. Chego a casa e fazes-me falta. Já nem tenho cozinhado. Ando pelo quarto e pela cozinha onde continuo a fumar. Deixou de ser a nossa casa para ser uma casa sem qualquer tipo de identidade. E quero, quero muito sair de lá. E sei que vou ficar bem e que vou ser feliz a viver com a MJ porque com ela ganhei uma família. Não tenho qualquer dúvida. Sei que sabes que ficarei bem entregue tal como eu sei que tu também ficarás bem. Mas aquela era a nossa casa, o palco da nossa amizade e tu já não estás lá. Tenho muitas saudades tuas. Eu sei que não nos perdemos mas é como se isso tivesse acontecido. E isso lembra-me como estou cansada de perder pessoas de quem gosto.


Gosto muito de ti, minha amiga.

Até já."

2010/07/20

Dedicado à C.

Não é novidade que vivo com uma colega...a C., talvez se eu não existisse, a casa fosse assim:

Eu adoro-a, é amiga do coração, daquelas amigas que faz tudo por nós, mas hoje deixo-lhe um conjunto de desejos, que não sendo cumpridos, me vão fazer compará-la ao típico homem. Não sei se ela vai gostar da comparação, mas até o meu L. é mais organizado.

Amiga gostava que:

  1. Te lembrasses que de vez em quando é preciso lavar os panos da cozinha e os tapetes da casa de banho;
  2. Quando acaba o papel higiénico, NÃO podes fazer colecção de 6 rolos de cartão vazios (com os quais gostas de fazer uma mini-pirâmide);
  3. Pusesses o tapete na borda da banheira, depois do banho, para não ficar tudo enrolado;
  4. De vez em quando achasses que é preciso limpar a casa;
  5. Que quando comesses queijo deitasses aquele plastico que vem entre cada fatia para o lixo, bem como as garrafas de água vazias;
  6. Comesses o que tens no congelador para termos mais espaço;
  7. Que quando acabamos de limpar e tu passas a esfregona, ela não ficasse de molho o resto da semana;
  8. Que apagasses a luz do corredor (nesta estas a melhorar)!

Fora isto podes continuar a ser como és, com a enorme vantagem de teres um jeitão para lavar a loiça e isso agrada-me muito!!

Love u*

2010/06/30

Não entendo...

Ontem resolvi ver este programa que passa na Rtp2, a verdade é que de vez em quando, são entrevistadas algumas pessoas interessantes...outras não.
Os convidados foram Rui Tovar (o José Hermano Saraiva do Futebol) e o primeiro casal homossexual a casar em Portugal, Helena Paixão e Teresa Pires.
Nunca falei deste assunto, mas chegou a altura de dar a minha singela opinião. Eu nada tenho contra as opções sexuais de cada um. A meu ver amam-se pessoas, independentemente do sexo. A homossexualidade é uma doença? É genético...não sei, ninguém sabe, seja o que for estas pessoas são como nós e amam da mesma forma e de uma maneira ou de outra, não devem ser discriminadas. Se se devem fazer rampas para as pessoas de cadeiras de rodas, para garantir que tenham os mesmos direitos que nós, porque é que pessoas sem qualquer tipo de deficiência não podem casar e ter filhos? A mim a questão do casamento é-me igual ao litro. Já a da adopção faz-me espécie...isto porque sei que existem milhares de crianças a sofrer, sem um lar, sem comida e até mesmo bebes a trabalhar com dois anos (como por exemplo no Gana).
A sociedade não é fácil, não não é...as crianças vão ser alvo de chacota, se calhar vão, e quem é algum de nós para decidir se uma criança será mais feliz na rua a trabalhar, sem comida e sem amor, do que com um casal homossexual??
Quem somos nós para garantir que uma base familiar sólida, não será capaz de se sobrepor à discriminação? Lares desfeitos e disfuncionais, hetero ou homossexuais, vão existir sempre. Pessoas que queiram dar amor é que nem todos os dias se encontram, se a essas não for dada uma oportunidade, nunca iremos saber.
Infelizmente o meu propósito em escrever este post, é apenas o de desmistificar o que se passou no programa de ontem. Aquelas duas senhoras, homossexuais ou não, não sabem falar. O Alvim já não sabia orientar o programa, estão revoltadas com o mundo e ele já só queria que o Rui Tovar falasse do Mundial de 1966.
Estas moças, não podem ser, nem são de todo, representantes da "comunidade gay", eu conheço homossexuais e independentemente da sua orientação, são pessoas inteligentes, cultas...em tudo normais. Aquilo que vi ontem fugiu muito à normalidade.


South Africa...

O sonho acabou...mas pergunto eu...que sonho? Quem sonha realmente, luta...

Não houve paixão, não se jogou com coração!

Não comecem a especular...a culpa não foi do Ronaldo, nem do Queiróz...a culpa é de todos, safam-se o Eduardo e o Fábio Coentrão, que estão de parabéns pelo excelente desempenho.

Da próxima vez não façam pressão, o Ronaldo não leva a equipa às costas e de tanta fé que têm no homem, deitam por terra a expectativa e já agora não façam anúncios com Vuvuzelas e a Cinha Jardim. Sejam humildes e trabalhadores.
Para mim o homem do jogo...de todos os jogos, que merecia ter chegado mais longe, Eduardo!


2010/02/24

Sufoco...



Hoje não estou nos meus dias...apetecia-me dizer "Ambrósio gramava duma cena". É exactamente esse o meu estado de espírito (finalmente que a Sapo conseguiu usar o Ambrósio para algo mais interessante do que conduzir a "madama" de amarelo e servir ferreros).

Não me venham dizer que a vida é mais fácil agora e que as pessoas têm mais facilidades. E que meu Deus o Salazar fez a vida negra a toda gente e a PIDE e o lápis azul.

Eu sou uma cidadã que cumpre com os seus deveres, paga o que tem a pagar, não comete ilegalidades e nem drogas usa.

Mas não entendo como ficámos desta maneira, como é que hoje se tiram cursos em 3 anos (e atenção que não são os alunos que têm a culpa), a verdade é que antigamente as pessoas se conseguiam distinguir pela sua formação e capacidades. Hoje pedem-nos para ter formação, mas qualquer gato pingado tira um curso, e depois decide-se que afinal já não chega ter formação, é preciso escolher um curso que tenha saída e não basta o curso é preciso mais e mais formação. E depois de passar isto tudo descobrimos que uma cabeleireira, uma esteticista, um electricista ou um talhante ganha mais do que um licenciado. Pelo menos tem um emprego, porque o licenciado pensa "bolas eu investi nas minha formação, não quero ser talhante ou senhora dias".

Sento o rabo numa cadeira, o dia inteiro recebo mal, mas sou licenciada, sou Psicóloga Social e das Organizações, nome pomposo que esconde a falta de emprego e pior!! empregos precários, que até o próprio talhante conseguia fazer sem curso nenhum.

Recebi uma proposta de emprego, perguntaram-se quanto recebia, eu disse, posso ter dito que ganhava um pouco mais do que na realidade, mas nada de extraordinário, já a pensar que não me iriam dar muito mais que isso. Vai daí fizeram-me uma proposta, na qual eu iria largar o meu emprego, perder a minha efectividade trabalhar mais horas participar naqueles jantares da empresa em que todos são muito amigos e...GANHAR O MESMO.

Ainda me deram a banha da cobra, ah e tal é crescimento profissional e é muito bom e a função é melhor vai abrir-te muitas portas.

Eu fiz uma contraproposta pensei e disse...bolas pelo menos mais 50 euros.

Ah e tal porque não tens experiência na função e serias uma aposta...e não podemos rever a proposta.

Mas cabe na cabeça de quem acharem que vais sair de um sítio para outro pelo mesmo valor???? Pensaram mesmo que eu ia aceitar. E ainda parece que fui eu que lhes fui bater à porta e que ainda me estão a fazer um favor. Tudo se resolvia se no inicio me tivessem perguntado a expectativa salarial, mas decidiram fazer panelinha.

Não gostei do valor nem da atitude e disse que sendo assim, muito obrigada pela oportunidade, mas não ia arriscar.

Alguma coisa tem de mudar...eu não posso simplesmente ter investido em mim e ter uma vida pior que a dos meus pais...

Se eu soubesse o que sei hoje, tinha feito tudo diferente. Nenhum curso te garante na vida sem ser medicina.

Quais cá Ciências Sociais, por amor de Deus, Psicologia, Sociologia, Antropologia...para quê? para sentir que tens um certificado bonitinho que ainda por cima te custa um balúrdio e depois???

Hoje estou revoltada com o mundo, se calhar devia era estar revoltada com os meus pais, eles é que me enganaram e garantiram que se tirasse um curso ia ter uma vida melhor...

Não aguento mais...

2010/01/28

Dieta



Eu e a minha amiga lá de casa estamos a fazer dieta.

Queremos mesmo emagracer, mas custa tanto...

Tenho tanta fome...

Ora a dieta desta semana foi a seguinte:

Segunda-Feira

4 bolachas de fibra de manhã e leite com chocolate (lamento mas é impossível beber leite sem chocolate)

4 rissóis mini com arroz de tomate ao almoço

2 tangerinas ao lanche

sopa de feijão verde, bife de peru grelhado e legumes ao jantar

Terça-Feira

4 bolachas de fibra de manhã e leite com chocolate

bife de peru grelhado e legumes ao almoço

2 tangerinas ao lanche

sopa de feijão verde, 1 ovo cozido, gelatina

Quarta-Feira

1 bolinha com queijo de manhã e leite com chocolate

salmão grelhado e legumes ao almoço

gelatina com iogurte ao lanche

sopa de feijão verde e frango de cerveja com legumes ao jantar

Quinta-Feira

1 bolinha com queijo de manhã e leite com chocolate

frango de cerveja com legumes ao almoço

gelatina com iogurte ao lanche

sopa de feijão verde e salada de atum

Sexta-Feira

4 bolachas de fibra de manhã e leite com chocolate

salada de atum ao almoço

2 tangerinas ao lanche

sopa de feijão verde ao jantar

Para fazer este tipo de dieta dá muito jeito ter copa no local de trabalho!

Não entrou um único docinho esta semana...i need something sweet!

Tempo para amar

A propósito de um post lindo que li aqui.

O amor é um lugar estranho...sempre será...porque muitas das coisas que acontecem na vida são inesquecivelmente inexplicáveis. Hoje estamos aqui, mas amanhã podemos não estar.
Não podemos deixar que a rotina nos absorva de tal forma que não tenhamos espaço para as pessoas que amamos.
Independentemente da idade de quem perdemos, uma perda é sempre uma perda e com ela vai uma parte de nós, que se consome no tempo e que mais ninguém vai lembrar. Apesar de por vezes questionar o sentido da vida e o porquê de acontecerem coisas más a pessoas boas, sei que temos de valorizá-las em vida...depois já não há nada que possamos fazer. Felizmente ainda tenho os meus pais. Mas perdi a minha avó materna também com vários AVCs. A minha avó era uma segunda mãe (para não dizer primeira) vivia em nossa casa e cuidava de mim desde pequena. Já faleceu há dez anos, mas a dor ainda permanece. Ainda sonho com ela,e o sonho é sempre o mesmo. Encontro-a e pergunto lhe porque se foi embora. Eu vivo sempre com medo de perder alguém, não é algo que se deva fazer, mas não consigo controlar a minha ângustia, porque sei que mais tarde ou mais cedo vai acabar por acontecer. Amem muito quem vos ama e lembrem-se que só temos esta vida para o fazer.

2009/07/22

Família...

Eu tenho muitas famílias, uma em cada trabalho, uma na casa de Lisboa e a família de sangue.

Hoje fui ver a família do meu ex-trabalho. E la estava eu...e é tão bom sentir que se cruzam nas nossas vidas pessoas a quem podemos chamar família...

Sentir que ainda fazemos parte, sentir que podemos beber um café e falar como se nunca tivesse havido uma interrupção! E...não mudaram nada, são as mesmas pessoas que partilharam dias e dias a fio, de entrevistas, contactos, pressões, lanches, almoços e pontos de vista.

Sinto que vou voltar muitas vezes... porque ainda me sinto enraízada...porque ainda me vejo sentada em frente dos meus colegas a comer um palmier coberto e porque ainda não pedi o meu livro de receitas, pois sei que é sempre um pretexto para voltar...apesar de saber, que não preciso de pretexto nenhum.

2009/07/16

Trabalho...

Um dia tive medo...medo de não ter trabalho.

Que estupidez, mas quem é que quer trabalhar? Trabalhar a sério, levantar às mesmas horas, ouvir as ordens de alguém, quem é que tem saco?

2009/07/01

Amigas e Casas...

Já passou muita gente pela casa do Lambert, já fomos uma loira e uma morena, já fomos 3 morenas e uma loira, e agora somos só três morenas.

Uma delas chegou recentemente, veio de mansinho sem levantar grandes ondas, mas no fim das contas é a pior de nós todas.

No outro dia perguntou-me se quando soube que vinha tive medo? Medo???? Medo tenho eu agora, respondi...e ela sabe bem porquê.

Faz tudo sentada, lava 3 pratos e senta-se e fuma e depois bebe, um Porto ou um Mateus Rosé. Faz o jantar e não lava a loiça, não!!! Vai ver a séries primeiro e só depois lava a loiça e isso faz me confusão, porque gosto de estar descansada.

No outro dia fiz um anel, ela adorou o anel e depois do anel fez um blog e montou um negócio que irá render milhões (mas frisou bem, JO EU NÃO PROCURO UM ORDENADO).

No dia a seguir pôs o blog em prática, mas perdeu a paciência, porque eu quero flores e cores e ela diz que percebe muito de blogs, mas não percebe nada...

Ontem fomos juntas para casa, mas foi como se tivesse ido sozinha, não me ligou nenhuma, esteve sempre a falar ao telefone, e fala fala e não se cansa.

A minha amiga faz me companhia, tanta companhia que conseguiu dar-me em primeira mão a notícia da morte do MJ. Estava sentada no meu sofá, no pc e diz: "Amiga morreu o Michael Jackson", e toda a noite vimos as reportagens da TV.

A minha amiga chega a casa e diz: "Olaaaaaaaaaaaa Aaamiiiiiiiga", como só ela sabe dizer, e hoje vamos comer lulas e dedicar-nos ao nosso negócio multimilionário e depois vamos ficar em silêncio a partilhar o mesmo espaço...porque se não um dia...vamo-nos fartar uma da outra.

PS: Hoje temos de ver a Patite

2008/05/29

Amo-te...

Amo-te por tudo o que me fazes sentir, amo-te por me ajudares a fazer arroz doce, mesmo que no fim me digas que parece um doce para diabéticos , amo-te por me mimares por de mais e amo-te quando dizes que eu digo que não gosto que me troquem as voltas. Amo-te mesmo quando és um chato e me tratas como uma criança, amo-te quando deixas a roupa espalhada no puf e dizes que sou maluquinha por estar sempre a dobrar, amo-te quando me dizes que te acordei de noite para te dizer que estava toda babada e que não podia ser, porque estas coisas não acontecem a uma pessoa séria como eu, amo-te quando me dizes que tenho os óculos na ponta do nariz e que não posso fazer manobras com jeito porque não tenho pescoço. Amo-te ainda mais quando me destapas de noite e quando me dás abrigo e me deixas adormecer no teu peito a ver prison break (eu queria mesmo ver, mas tinha soninho), amo-te quando paras os filmes a meio para ver se já estou a chorar, amo-te quando jogas playstation comigo mesmo que eu não ganhe corrida nenhuma no grand turismo, amo-te por achares graça a perguntas como: "oh mor como é que dormiamos se tivessemos um buraco nos olhos?" e amo-te por me fazeres tão feliz nesta imensa cumplicidade que nos une.

A maratona da paranoia...

Antes de sair de casa tenho de ver os bicos do fogão, cheira-me sempre a gás mesmo que nem lhes tenha tocado, não posso deixar um cigarro no cinzeiro pois mesmo que apagado pode acender-se magicamente, apenas que tranco a porta e desencadear um incendio fenomenal (não ha dia que não pense, que os bombeiros vão estar à porta a tentar salvar todos os velhinhos e piriquitos do prédio por minha causa). No Inverno também não ha dia que passe sem pensar se desliguei realmente o termoventilador, o que poderia igualmente provocar um mar de chamas (ou não!). Durmo sempre com duas almofadas, o que me deve fazer imenso mal, não vou à manicure mas adoro pintar unhas e mesmo que seja às tres da manha, se por algum acaso estragar alguma e mesmo que não va sair de casa no dia seguinte, tenho de desfazer tudo e pintar outra vez. Se gostar muito de um top, tenho de comprar dois ou mesmo tres, iguais, mas de cores diferentes, não va o mundo acabar, a colcha da cama tem de ter as pontas simetricas, bem como o cabelo, de vez em quando vou cortando uns caracois em casa, pois não se encontram na simetria perfeita. As pulseiras tenho de usar sempre 3 de cada vez e se perco um brinco apetece me logo deitar tudo fora. E agora digam-me como é que se consegue viver satisfazendo diariamente todos estes caprichos mentais, não pode ser fácil...